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DIRETOR EXECUTIVO DO GRUPO MARCA TOMA POSSE COMO ACADÊMICO DA ABRASCI

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O Diretor Executivo do Grupo Marca, Rodrigo da Silva Zache, tomou posse como membro da Academia Brasileira de Ciências, Artes, História e Literatura (ABRASCI). A solenidade foi realizada no dia 22 de setembro, no Auditório do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), durante o evento “Bahia, Berço da Liberdade”.

Rodrigo Zache passa a ocupar a cadeira nº 97 do Colegiado de Ciências Humanas, que tem como patrono Augusto Ruschi, um dos mais importantes naturalistas e ambientalistas brasileiros.

Capixaba, Ruschi dedicou sua vida ao estudo e à defesa da biodiversidade, com especial destaque para a conservação da Mata Atlântica e das florestas brasileiras. Tornou-se internacionalmente reconhecido por suas pesquisas sobre beija-flores e por sua atuação em defesa da preservação ambiental. Também esteve à frente da criação de instituições dedicadas à pesquisa e à conservação da natureza.

A escolha de Ruschi como patrono da cadeira estabelece uma conexão simbólica com temas que fazem parte da atuação do Grupo Marca, especialmente a conservação ambiental, a valorização dos territórios e a busca por modelos de desenvolvimento capazes de conciliar atividade econômica, proteção da natureza e qualidade de vida das comunidades.

UM RECONHECIMENTO QUE ULTRAPASSA UMA TRAJETÓRIA INDIVIDUAL

A posse de Rodrigo Zache na ABRASCI representa um reconhecimento pessoal, mas também simboliza uma trajetória construída coletivamente ao longo dos anos pelo Grupo Marca, seus colaboradores, parceiros e pelas comunidades onde o grupo está presente.
Ao longo de sua atuação, o Grupo Marca vem desenvolvendo soluções que buscam ir além da gestão convencional de resíduos, integrando responsabilidade ambiental, inclusão social, desenvolvimento econômico, inovação e transformação dos territórios.
“Esse reconhecimento é motivo de muita satisfação, mas também representa o trabalho de muitas pessoas que fazem parte da história do Grupo Marca. Cada projeto, cada parceria e cada transformação realizada nos territórios é resultado de um esforço coletivo”, destaca Rodrigo Zache.

Essa visão está presente em diferentes frentes de atuação do grupo, desde o encerramento humanizado de lixões e a inclusão socioprodutiva de catadores até iniciativas relacionadas à economia circular, transição energética, descarbonização, educação ambiental, esporte e cidadania.

ENCERRAMENTO HUMANIZADO DOS LIXÕES

Ao longo dessa trajetória, Rodrigo Zache assumiu papel de liderança em processos de encerramento humanizado de lixões, defendendo uma abordagem que ultrapassa a simples interrupção da disposição irregular de resíduos.

A proposta incorpora, simultaneamente, estruturação ambiental, inclusão socioprodutiva, qualificação profissional, recuperação da dignidade humana e construção de alternativas sustentáveis para os territórios e para as pessoas.

Essa atuação alcançou importantes municípios turísticos inseridos no bioma Mata Atlântica, como Ilhéus, Itacaré, Valença e Cairu, na Bahia. Em territórios marcados por expressiva biodiversidade, patrimônio natural e fort

e vocação turística, os processos buscaram conciliar proteção ambiental, desenvolvimento econômico e estruturação social.
Entre os projetos mais emblemáticos está o encerramento do lixão de Itabuna, na Bahia, considerado à época um dos maiores do Nordeste. Mais de 160 famílias viviam e retiravam sua subsistência daquele ambiente, em condições de extrema vulnerabilidade.

Por isso, o encerramento foi estruturado como um processo de transformação humana e social, contemplando acolhimento, auxílios, capacitação e qualificação profissional, além da construção de alternativas destinadas a proporcionar novas perspectivas de trabalho, renda, cidadania e dignidade.

Um dos principais legados desse processo foi a estruturação da Associação de Agentes Ambientais e Catadores de Materiais Recicláveis e Reutilizáveis de Itabuna (AACRRI).

A associação se consolidou como referência em iniciativas de encerramento humanizado de lixões e inclusão socioprodutiva. Adultos e jovens que anteriormente se encontravam em situação de vulnerabilidade passaram a desempenhar um novo papel social e profissional como agentes ambientais e protagonistas da economia circular.

A experiência e o trabalho desenvolvido pela AACRRI alcançaram reconhecimento para além de Itabuna, com premiações de âmbito nacional e contribuições para tornar a experiência do município uma referência para iniciativas de inclusão de catadores e encerramento humanizado de lixões no Brasil.

A experiência consolidou uma convicção que passou a orientar a atuação do grupo: encerrar um lixão não significa simplesmente fechar uma área degradada. Significa também cuidar das pessoas que sobreviveram dela e construir caminhos para que possam assumir novos papéis na sociedade.

DA GESTÃO DE RESÍDUOS À TRANSIÇÃO ENERGÉTICA

Outra frente de destaque na trajetória do Grupo Marca está relacionada à transição energética, à descarbonização e à valorização energética dos resíduos sólidos.

O grupo vem acompanhando a evolução do setor e participando da estruturação de iniciativas voltadas ao aproveitamento energético do biogás, seja para geração de energia, seja para seu beneficiamento e transformação em biometano.
O biometano é um combustível renovável que pode substituir fontes fósseis em diferentes aplicações, inclusive na mobilidade e nas próprias operações relacionadas ao setor de resíduos.

A proposta é integrar, em uma mesma agenda, saneamento, gestão de resíduos, economia circular, segurança energética e descarbonização, transformando aquilo que historicamente foi tratado apenas como passivo ambiental em fonte de energia, desenvolvimento e geração de valor.

Essa agenda ganhou projeção durante a participação de Rodrigo Zache na COP30, realizada em Belém (PA), onde participou de discussões relacionadas ao encerramento humanizado dos lixões, à inclusão socioprodutiva dos catadores, à mitigação das emissões de gases de efeito estufa e ao papel estratégico do setor de resíduos na transição energética brasileira.

Foi também durante a COP30 que ocorreu um importante marco para o Grupo Marca: o reconhecimento com o Selo Descarboniza-ES, certificação concedida pelo Governo do Estado do Espírito Santo, por meio da Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (SEAMA).

Com o reconhecimento, o Grupo Marca tornou-se o primeiro grupo empresarial do Espírito Santo a receber a certificação, destinada a reconhecer organizações que adotam medidas de redução e compensação das emissões de gases de efeito estufa.
Mais do que uma distinção institucional, o Selo Descarboniza-ES representa a materialização de uma agenda que vem sendo incorporada à atuação do grupo: transformar compromissos ambientais em ações concretas e mensuráveis, contribuindo para a transição para uma economia de baixo carbono.

PRESENÇA E TRANSFORMAÇÃO NOS TERRITÓRIOS

Essa visão também está presente nas operações do Grupo Marca na Bahia. Na região Sul da Bahia, a CVR Costa do Cacau, unidade localizada em Ilhéus, atua em 10 municípios, contribuindo para uma gestão regional mais eficiente e para a destinação ambientalmente adequada dos resíduos.

A empresa está inserida em uma região de grande relevância ambiental e turística, onde a conservação da Mata Atlântica, a atividade econômica e a qualidade de vida das comunidades estão diretamente relacionadas.
Além da operação ambiental, a CVR desenvolve iniciativas de educação ambiental, fortalecimento da coleta seletiva, valorização dos catadores, recuperação ambiental e aproximação com escolas e comunidades.

Projetos como o CVR nas Escolas, o Programa Visitante São Bem-Vindos, ações de incentivo à coleta seletiva e iniciativas de produção e distribuição de mudas nativas e frutíferas ampliam a atuação da empresa para além de sua atividade operacional.

Essas iniciativas refletem uma compreensão de que a gestão ambiental pode estar conectada à educação, à economia circular, à geração de oportunidades e à valorização das pessoas que vivem nos territórios.

UM RECONHECIMENTO CONSTRUÍDO POR MUITAS MÃOS

É nesse contexto que a posse de Rodrigo Zache na ABRASCI ganha significado para o Grupo Marca. A homenagem reconhece Rodrigo, mas também dialoga com uma história construída por muitas mãos: colaboradores, parceiros, comunidades, associações de catadores, instituições de ensino, organizações sociais e empresas que, ao longo dos anos, participaram da construção das iniciativas desenvolvidas pelo grupo.

Do encerramento humanizado de lixões à inclusão socioprodutiva dos catadores; da gestão ambiental à economia circular; da recuperação ambiental à transição energética; da descarbonização aos projetos de educação, esporte e cidadania, a trajetória do Grupo Marca é marcada pela busca por soluções que conectem desenvolvimento, responsabilidade e transformação.

Nesse sentido, a cadeira nº 97 da ABRASCI, cujo patrono é justamente um dos grandes defensores da biodiversidade brasileira, representa uma conexão simbólica com uma trajetória que vem sendo construída a partir do compromisso com as pessoas e com os territórios.
A posse de Rodrigo Zache representa, assim, um momento de reconhecimento individual que se soma a uma trajetória coletiva e ao propósito que orienta o Grupo Marca: transformar vidas por meio do desenvolvimento sustentável, gerando valor para as pessoas, as comunidades e os territórios onde está presente.

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